30.1.09
Clarice traduz parte do que penso…
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca”
[Clarice Lispector]
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca”
[Clarice Lispector]

Sede de amor nos deixa desidratados.
Sem amor, ficamos destratados.
Soltos, vulneráveis.
Sede de amor,nos seca a alma…
Nos rouba a calma
Coração se agoniza.
Por isso hoje desejo beber-te
Em goles espaços
Sorvendo teu sentir que arrepia a pele,
Dissolve cansaço…
Quero saciar tua sede em minha sede de ti.
Quero delinear cada curva
Buscar seus espaços secretos,
Quentes, ávidos de amar.
Me colocar entre tuas pernas
Bailar nos corpos ardentes,
Entrelaçar em tua alma
Te cravar os dentes…
Sem dor, sem sofrer,
Cravar de jeito
Que sintas em teu peito o meu bater.
Quero estar a todo instante aninhada em tuas pernas
Abraça na fusão de nossos corpos que se confundem.
Já não sei qual parte é minha
Nossas almas entregues, nuas…
Já não sei se a alma que pulsa
É meu delírio ou se a tua.
Entre tuas pernas meu dia não finda.
Em teus braços faço guarida,
Nas horas mais lindas
Do momento que se tornou encantado
No amor que se revela no olhar,
Se perde entre as pernas
Pra na outra alma ser encontrado.
Poetis@ M.D (Todos os direitos reservados)
TATO…
Sei que de fato os atos correspondem aos tatos.
Tato de mãos certas,toques perfeitos…
Turbilhão no peito dos atos feitos, concretos.
Existência da carícia envolta nos corpos,
Soltos, flutuantes tatos, gestos,olhares, trocas…
Dualidade de desejos
Beijos, tremor de carne tocada com tato…
Fato! Amor!
Translúcido, forte, desejado, sentido, vivido na totalidade da verdade que é.
Ser, o ser de existência do ato…
Contato, bocas, mãos, pernas, peles arrepiadas.
Mãos e alma entrelaçadas.
Tato no ato de um fato consumado:amor além palavra…
Amor que nos conduz por estradas,
De mãos dadas e aconchego no olhar.
Amor de se dar, amor de voar, amor de ser sendo o melhor para o próprio amor.
Poetis@ M.D. (Todos os direitos reservados)
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E A CHUVA CAIU…
E a chuva veio de manso, de gotas, de sons…
De cheiro forte, de desejos, de esperas.
E a chuva caiu…
Em meio a sequidão de estio
De vento, de tons.
De céu em cores de nuvens, de aguaceiro retido
De vontade das gotas, de molhar, se molhar,
No sonho quase contido,
Da noite que vem, da chuva que cai.
Fresco vento, feito beijo e alento,
Abraço de quem se ama, se é amado a todo momento.
Barulho dos pingos,
Revirar na cama,
A chuva caiu…
Canção de ninar, de embalar de colo macio
A chuva caiu…
A terra no cio, semente que ama,
Que na terra pela chuva clama
Feito coração de saudade.
Sede que cola a língua,
Do calor que abrasa
Chão que se parte.
Mas a chuva caiu…
E ainda se espera que caia muito mais.
É refresco pro corpo,
É amor e amantes, o se esquecer do antes,
O que da seca agora é morto
Mas com a chuva, é renovo…
É aconchego, banho morno, é chegada de quem se ama,
É chuva desejada, que dá brilho ao olhar.
É chuva que caí, é caminho das águas,
Saúde do corpo, força da alma de quem no canto da chuva
Se deixa encantar…
Poetis@ MD. - Todos os direitos reservados
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MUITO POUCO
Posso não ser um mundo,
Mas trago um mundo de paz em mim pra te ofertar.
Posso não ser e ter palavras certas,
Mas as que nascem em meus lábios e dedos, te descrevo…
Posso não ter mais tão boa visão,
Mas te carrego em morada no meu olhar…
Posso não ser toda literatura
Sou criatura, criada nas palavras mais puras.
De vidas que passaram fortes, noutras inseguras.
Posso não ser muito, quase nada…
Mas o que sou, sou inteira, toda.
Posso não subir na vida de elevador,
Viver cada amor, sem pressa,
Sigo, subo, pela escada…
Passo a passo,
Nos passos marcados com quem me dê a mão.
Posso não ter tanto,
Mas o que tenho o dou, me dou…
Me dói…Quando ainda pedem mais.
Posso não ser um gênio, nem phd,
Mas numa coisa sou capaz…
Te dar toda paz num amor intenso, voraz,
Ser mais eu, sendo em você.
Poetis@ M.D
Todos os direitos reservados e protegidos.
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No que diz respeito, a saber, o que é bom e o que é mal, muito se difere.
Opiniões, questões intermináveis…
Pontos de vistas, golpes da vida!
Não estamos imunes aos embates das surpresas.
Não procuramos, mas somos encontrados, surpreendidos.
O que é mal?
O que é bom?
O que faz teu ser tremer e vislumbrar mundos, pairar em nuvens…
É penetrar e percorrer espaços das descobertas.
É o que discerne o pulsar da paralisia ante o sentir, amar.
É a diferença do superficial e o toque no cerne.
Que por mais que se diga, se busque endurecer e se proteger…
O toque na alma nos faz transcender
Conceitos ou mitos
Sentidos, infinitos…
Me faz sobreviver!
O que concerne a você, é todo um querer,
Que discerne quem sou
Quando estou em você!
M.D.Poetis@
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“Ainda que a gente
nem perceba, tudo é
avanço e transformação,
acúmulo de experiência,
dores do parto de nós
mesmos, cada dia refeito.
Somos melhores
do que imaginamos ser.”
Lya Luft
Espero seu comentário e participação…